Saiba mais sobre a captação de energia solar

Painéis solares

Os painéis solares são utilizados para a captação da luz do Sol com a finalidade de gerar energia elétrica. Tudo ocorre por meio do efeito fotovoltaico, quando a luz solar é absorvida pela célula fotovoltaica, um dispositivo fabricado com material semicondutor, unidade fundamental no processo de conversão da energia.

Painel solar
Sistema fotovoltaico

Componentes do sistema

Painéis solares fotovoltaicos

Recebem a energia do sol e convertem em energia elétrica contínua (CC).

Inversor solar

Converte toda a energia elétrica contínua produzida pelos painéis em energia alternada (CA) para consumo na residência e exportação para rede

Rede da concessionária de energia

Todo o excedente de energia gerado e não consumido é injetado na rede, gerando créditos que poderão ser compensados em contas futuras, num período de 60 meses.

Medidor de energia bidirecional

Registra a energia consumida e excedente gerado para compensação de contas futuras.

Recurso sustentável para a sua casa ou empresa

Os painéis de energia solar produzem grande quantidade de energia e utilizam uma fonte não-degradável e inesgotável – os raios solares.

Durante o dia, as placas distribuem parte da energia adquirida e armazenam a outra parte para ser utilizada à noite. Dessa forma, o sistema de energia fotovoltaica produz uma energia limpa, sustentável e econômica para sua casa ou empresa.

Energia sustentável

Conheça as vantagens do sistema de energia solar

Previsibilidade de custos e proteção contra aumentos na conta de luz

Sua conta de energia passa a ter um custo fixo planejado e fica protegida contra aumentos inesperados. Com o sistema instalado, você pode economizar até 97% do valor.

Valorização do imóvel

Pesquisas recentes mostram que o imóvel com sistema de energia solar pode ser valorizado em até 30%, em especial por conta do crescimento da procura por casas mais sustentáveis.

Financeiramente

O custo-benefício do investimento é extremamente vantajoso. Já no primeiro mês de operação, o proprietário passa a ser beneficiado com redução do consumo de energia fornecido pela concessionária. A médio prazo, o valor que antes seria utilizado para pagar a conta de luz pode ser otimizado para a quitação do novo sistema.

Sustentável

O sistema utiliza uma fonte de energia limpa, o que reduz a emissão de CO2 na atmosfera.

Vida útil longa

Os equipamentos fotovoltaicos tem garantia de 25 anos e a vida útil do sistema pode chegar a 35 anos.

Instalação rápida

O desenvolvimento do projeto e a instalação são realizados de forma ágil e segura

Expansão do sistema

O sistema é composto de placas modulares, que podem ser expandidas para demais espaços a qualquer momento, de forma simples.

Manutenção mínima

O sistema fotovoltaico apresenta a facilidade na manutenção, sendo necessária apenas a limpeza das placas.

Sem ruídos

A geração de energia é totalmente silenciosa.

As 3 Modalidades de Geração de Energia Solar

Empreendimento com múltiplas unidades consumidoras.

Essa modalidade é caracterizada pela utilização da energia elétrica de forma independente, na qual cada fração com uso individualizado é constituída por uma unidade consumidora.

As instalações para atendimento das áreas de uso comum constituem uma unidade consumidora distinta, de responsabilidade do condomínio, da administração ou do proprietário do empreendimento, com microgeração ou minigeração distribuída.

Também é necessário que as unidades consumidoras estejam localizadas em uma mesma propriedade ou em propriedades contíguas, sendo vedada a utilização de vias públicas, de passagem aérea ou subterrânea e de propriedades de terceiros não integrantes do empreendimento.

  • Moradores de prédios residenciais ou comerciais.

  • Moradores de condomínios de casas.

Geração compartilhada

Na geração de energia compartilhada, pessoas físicas ou jurídicas se unem em um consórcio ou cooperativa para investir em um único sistema fotovoltaico para a economia em suas faturas.

É importante que todos os membros do consórcio ou da cooperativa estejam dentro da área de atuação da distribuidora da região. Sobre essa formação de consórcio ou cooperativa.

O local (terreno) onde se encontra a micro ou minigeração distribuída será considerado uma unidade consumidora (UC), cujo titular deverá ser a Cooperativa ou o Consórcio (com CNPJ próprio); neste caso, titularidade pode ser por posse ou por propriedade. Por posse, podemos entender o titular de contrato de aluguel ou de arrendamento de lotes ou terrenos.

Quer exemplos de grupo de pessoas que podem se reunir para a geração compartilhada?
• Moradores de um prédio residencial;
• Empresários integrantes de um prédio comercial;
• Grupo de lojistas de uma mesma cidade ou região em que atua a distribuidora etc.

Quando a reunião de Consumidores e o rateio de créditos de energia envolver Pessoas Jurídicas com CNPJs (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) distintos, para os fins da Geração Compartilhada, conforme previsto na RN 482, a constituição de consórcio deve obedecer:
o rito disposto nos artigos 278 e 279 da Lei n.° 6.404/76 (Lei das S/A); e
observar o disposto na alínea III do Art. 4° da Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil n.º 1.634/2016, para fins de inscrição no CNPJ/MF.

Logo, a definição de consórcio na Lei 6.404/76, Art. 278 e seguintes, contempla suas características mínimas:

Art. 278. As companhias e quaisquer outras sociedades, sob o mesmo controle ou não, podem constituir consórcio para executar determinado empreendimento, observado o disposto neste Capítulo.

§ 1º O consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas somente se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato, respondendo cada uma por suas obrigações, sem presunção de solidariedade.
(…)

Uma vez formado, o Contrato de Consórcio deve ser registrado na Junta Comercial do Estado da federação da sede, devendo respeitar o que diz a Lei nº 6.404/76 – Art. 279:

O consórcio será constituído mediante contrato aprovado pelo órgão da sociedade competente para autorizar a alienação de bens do ativo não circulante, do qual constarão:

I – a designação do consórcio se houver;
II – o empreendimento que constitua o objeto do consórcio;
III – a duração, endereço e foro;
IV – a definição das obrigações e responsabilidade de cada sociedade consorciada, e das prestações específicas;
V – normas sobre recebimento de receitas e partilha de resultados;
VI – normas sobre administração do consórcio, contabilização, representação das sociedades consorciadas e taxa de administração, se houver;
VII – forma de deliberação sobre assuntos de interesse comum, com o número de votos que cabe a cada consorciado;
VIII – contribuição de cada consorciado para as despesas comuns, se houver.”

Já para cooperativas, as regras gerais da constituição de cooperativas são os artigos 1.093 a 1.096 do Código Civil e a Lei nº 5.764/71.

A constituição de uma cooperativa singular requer:
o concurso de associados, pessoas físicas, em número mínimo necessário de 20 (vinte) associados para compor a administração da sociedade, órgão de administração e conselho fiscal (inciso II do art. 1.094 do CC), levando em conta a necessidade de renovação;

Ata da Assembleia Geral de Constituição ou Instrumento Público de Constituição; e

Estatuto Social; devem ser observadas as regras gerais previstas no Código Civil (arts. 1.093 a 1.096), assim como o disposto na Lei nº 5.764/71. Por fim, a Cooperativa deve ser registrada na Junta Comercial.
O número de associados é ilimitado, salvo impossibilidade técnica de prestação de serviços; além disso, a admissão de pessoas jurídicas é excepcionalmente permitida, de acordo com os seguintes critérios (art. 6º do inciso I, e art. 29 da Lei nº 5.764/71):

As pessoas jurídicas devem ter por objeto as mesmas ou correlatas atividades econômicas das pessoas físicas; ou

As pessoas jurídicas devem ser sem fins lucrativos.

A entrada de novos integrantes na Cooperativa é livre, desde que concordem e preencham as condições estabelecidas no Estatuto da Cooperativa e desejem utilizar dos serviços prestados.

Perante a Distribuidora, a Cooperativa, para aderir ao Sistema de Compensação, deve apresentar seus documentos constitutivos (Ata de Constituição e/ou o Estatuto) acompanhado do Formulário de Rateio dos Créditos devidamente aprovados em Assembleia pelos Consumidores participantes.

Assim, uma vez constituída a Cooperativa, esta pode iniciar a construção de sua própria usina de geração de energia ou pode locar uma usina geradora de um terceiro Investidor.

Essa modalidade de geração de energia pelo próprio consumidor foi estabelecida com a Resolução Normativa Nº482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a qual entrou em vigor em 17 de abril de 2012.

Através dessa, a agência também estabeleceu a diferenciação entre o que chamou de Microgeração e Minigeração distribuída, as quais ficam estabelecidas da seguinte forma:

  • Microgeração – Sistema gerador de energia elétrica através de fontes renováveis, com potência instalada inferior ou igual a 75 kW (quilowatts).



  • Minigeração – Sistema gerador de energia elétrica, com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 3 MW (para fonte hídrica) e menor ou igual a 5 MW para as demais fontes renováveis (Solar, eólica, biomassa e cogeração qualificada).

Além disso, a RN 482 também criou o sistema de compensação de Energia Elétrica, no qual toda energia excedente gerada é injetada na rede da distribuidora, concedida na forma de empréstimo.

Essa então volta para o consumidor na forma de créditos energéticos, os quais são utilizados para compensar aquela energia que foi consumida da distribuidora.

Esses créditos possuem um prazo de 60 meses para serem utilizados, o que é muito benéfico para o consumidor que utiliza sistemas geradores por fontes intermitentes de energia e com sazonalidades de maior e menor geração.

Autoconsumo remoto

Essa modalidade de geração de energia solar é caracterizada por unidades consumidoras de titularidade de uma mesma Pessoa Jurídica, incluídas matriz e filial, ou Pessoa Física, que possua unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída em local diferente das unidades consumidoras, dentro da mesma área de concessão ou permissão, nas quais a energia excedente será compensada.

Você empresário, pessoa jurídica, instala sistema fotovoltaico na matriz da sua empresa visando gerar energia de forma remota também para suas filiais
Instalação sistema fotovoltaico em sua residência visando gerar energia de forma remota para sua outra residência ou sítio (caso houver)

Ilustração

A taxa mínima de energia é o valor cobrado pela sua concessionária para disponibilizar a eletricidade. Ela inclui, portanto, os custos de toda a infraestrutura elétrica para garantir a eletricidade aos moradores da cidade – e mesmo que não haja nenhum consumo, você precisa pagar somente pelo fato de a energia estar disponível.

Regulado pela Resolução nº 414 de 2010, a taxa mínima apresenta valores diferentes para os três padrões de conexão:

  • Quando o padrão é monofásico, o consumidor paga uma taxa mínima equivalente a 30 kWh (quilowatts-hora).

  • Quando o padrão é bifásico, a taxa mínima é equivalente a 50 kWh (quilowatts-hora).

  • Quando o padrão é trifásico, o custo de disponibilidade é equivalente a 100 kWh (quilowatts-hora).

Além dessa taxa mínima cobrada pela concessionaria incluem-se também a taxa referente a iluminação pública (caso houver).

A posição ideal para os seus painéis fotovoltaicos no Brasil é voltada para o Norte

O Sol nasce no Leste, sobe se inclinando ao Norte e se põe no Oeste, como na figura abaixo.

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Então, se você possui um telhado com face voltada ao norte e não há sombras nesta parte do telhado, deveria instalar o seu painel solar fotovoltaico nesta face. Desta forma o seu gerador de energia solar terá mais eficiência energética.

Para sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica, o ângulo de inclinação igual ao da Latitude é normalmente o melhor ângulo para se instalar um painel fotovoltaico.

Para quem não possuí uma face do telhado voltada para o norte geográfico, não se preocupe, pois a perda de geração de energia gerada pelo seu sistema solar fotovoltaico não é tão grande se for instalado nas faces voltadas ao leste e oeste, podendo variar entre 12% e 20%. Já as perdas direcionais para telhados com face NE ou NO podem variar entre 3% e 8%.

Caso um representante de vendas ou instalador de sistemas fotovoltaicos lhe recomendar que instale no Sul, desconfie, pois nesse caso as perdas serão muito grandes, portanto, inviável economicamente. 

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Viabilidade técnica e instalação

Ao avaliar a viabilidade do sistema de energia solar fotovoltaico, levamos em consideração dois aspectos principais: o custo da energia produzida pelo sistema e o custo da energia fornecida pela concessionária no local avaliado. Assim, podemos mostrar ao cliente os benefícios financeiros e a eficiência do projeto.

Contamos com uma equipe de profissionais entre técnicos e engenheiros que estão preparados para indicar a melhor opção que atenda às necessidades da sua residência ou empresa. Também realiza o processo de homologação junto à concessionária de energia elétrica, a fim de obter a autorização para a instalação do sistema.

Instalação de painel solar